Helio Ventura

Helio Ventura
Helio Ventura, Cientista Social e Músico

sábado, 26 de maio de 2012

Valeria Lima e Helio Ventura sabados 20h na Praça dos Aposentados

Música ao Vivo todos os sabados na Praça dos Aposentados, no Bar Vermelhinho.
Convidamos tod@s a prestigiarem nosso trabalho de musical, tocando diversos ritmos.
Valeria Lima (Voz) & Helio Ventura (Violão e Voz)
Local: Praça dos Aposentados, bairro Dr. Laureano, Duque de Caxias (Rua Chopin, em frente ao Col[egio Estadual Hebert Moses)
Horário: a partir das 20h
Data: Sabados (a partir de 26 de maio de 2012)
Não percam!!! Contamos com sua presença!!!

 


















Valeria Lima e Helio Ventura 5as de junho 18h na Praça do Pacificador

Música ao Vivo todas as 5ªs de junho na Praça do Pacificador, no Projeto Canto da Cidade, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Duque de Caxias.
Convidamos tod@s a prestigiarem nosso trabalho de musical, tocando diversos ritmos.
Valeria Lima (Voz) & Helio Ventura (Violão e Voz)
Local: Praça do Pacificador, Centro de Caxias (atrás do Teatro Raul Cortez, em frente a C&A)
Horário: da 18h às 22h30
Data: Quintas-feiras, dias 7, 14, 21 e 28 de junho de 2012
Não percam!!! Contamos com sua presença!!!

 


















quarta-feira, 16 de maio de 2012

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Palestras na OAB Caxias sobre questões etnicorraciais


Aguardo vocês lá!!!
Entidades sem fins lucrativos, Associações, Conselhos Municipais, Comunidades Tradicionais de Terreiros de Duque de Caxias, não podem ficar de fora... São vocês que promovem trabalhos para a garantia da igualdade de direitos e o fim do racismo!!!

Data 18 de maio de 2012
Horário 14 ás 17 h.
Local: OAB - Duque de Caxias, Rua Passo da Pátria 191 (transversal à Av. Brigadeiro Lima e Silva/ próximo da UNIGRANRIO) - Bairro  Jardim 25 de Agosto.


  A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, a Subsecretaria de Direitos Humanos através da Coordenação Municipal de Políticas e Promoção de Igualdade Racial e Direitos Humanos - COMPPIRD promove o Projeto CAFÉ COM DIREITOS - DIREITO DO NEGRO.
Neste dia ocorrerão palestras voltadas para questões étnico-raciais que servirão de suporte para a discussão do Plano Municipal de Igualdade Racial  que está sendo elaborado pela COMPPIRD conjuntamente com entidades da sociedade civil,  secretarias governamentais e munícipes interressados na temática. Esta uma iniciativa de intercâmbio entre a SMASDH ( município ) e SEASDH ( estado ) no combate ao racismo, promoção igualdade de direitos  e fortalecimento    da   ampliação de  programas e projetos de desenvolvimento social.
 

Profª Valeria Teixeira
Presidente de Honra do Centro Cultural Agué Marê
Coordenadora do Mutirão para Legalização das Comunidades Tradicionais de Terreiros do Estado do Rio de Janeiro
Conselheira do Conselho Municipal de Cultura de Duque de Caxias/RJ
Membro do Grupo de Trabalho para Enfrentamento a Intolerância e Discriminação Religiosa para Promoção de Direitos Humanos da SEASDH/RJ
Contatos: (21) 2675-0615 / 9327-0094 / 9879-8707 / 8385-7943 / 7744-2234 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Supremo decide, com unanimidade, a favor das cotas raciais



Supremo decide, com unanimidade, a favor das cotas raciais


Todos os dez ministros votaram favoravelmente às cotas


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/supremo-decide-com-unanimidade-favor-das-cotas-raciais-4744152#ixzz1tfgNZAX2 

Indio Guarani Araju Sapeti e expulso pela segurançaa do STF após protestar dentro do Plenário durante votação sobre o sistema de cotas raciais para o acesso à universidade brasileira
Foto: Gustavo Miranda/Agencia O globo

Indio Guarani Araju Sapeti e expulso pela segurançaa do STF após protestar dentro do Plenário durante votação sobre o sistema de cotas raciais para o acesso à universidade brasileiraGUSTAVO MIRANDA/AGENCIA O GLOBO
BRASÍLIA - Todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram favoravelmente à política de cotas raciais para ingresso na Universidade de Brasília (UnB). Os dez ministros da Corte são a favor das cotas. O ministro Luiz Fux, o primeiro a votar nesta sessão, afirmou que a reserva de 20% das vagas para negros no vestibular é uma forma de “remediar desvantagens impostas por minorias em razões de preconceitos passados”. Foi o segundo voto no julgamento de uma ação proposta pelo DEM contra a medida. O julgamento começou na quarta-feira, com o voto do relator, Ricardo Lewandowski, no mesmo sentido. O ministro Dias Toffoli não participará do julgamento porque está impedido. Quando ele era advogado-geral da União, deu parecer sobre o assunto.
- Uma coisa é vedar a discriminação; outra coisa é implementar políticas que levem à integração social e étnica do afro-descendente diante dessas ações afirmativas, principalmente dessa integração social acadêmica - disse Fux.
O ministro ressaltou para um “paradoxo do sistema” segundo o qual “só chega na universidade pública quem estudou em escola privada”. Para ele, não há uma resposta plausível para essa injustiça.
- A opressão racial dos anos da sociedade escravocrata brasileira deixou cicatrizes que se refletem na diferenciação dos afro-descendentes. A injustiça do sistema é absolutamente intolerável - continuou. - A constituição de uma sociedade justa e solidária impõe a toda a coletividade a reparação danos pretéritos perpetrados por nossos antepassados, adimplindo obrigações jurídicas.
No meio do voto de Fux, um indígena que estava presente à sessão interrompeu o ministro. Isso porque o julgamento é sobre a política de cotas raciais em sua totalidade, e não de partes da regra. Segundo a ação do DEM, são destinadas 20% das vagas dos vestibulares para negros, e há um processo separado para seleção de indígenas, que levam 10 vagas por semestre. Ou seja, eles não fazem vestibular.
O presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, alertou que ele não poderia se manifestar.
- Se prosseguir, vou mandar os senhores te retirarem à força. Por favor, fiquem e vamos assistir ao julgamento - disse o presidente. Diante da insistência, Ayres Britto interrompeu a sessão por um minuto para que os seguranças o retirassem à força.
- A democracia às vezes tem seus momentos que as vezes ultrapassam a dose, mas faz parte da nossa Casa - lamentou Fux.
Ministra Rosa Weber também votou a favor das cotas
No discurso de seu voto, favorável às cotas, a ministra Rosa Weber afirmou que a liberdade e a igualdade devem andar juntas, e que se não há igualdade, a adoção de políticas compensatórias é necessária.
- Se os negros não chegam à universidade por óbvio não compartilham com igualdade de condições das mesmas chances dos brancos. Se a quantidade de brancos e negros fosse equilibrada poderia se dizer que o fator cor não é relevante. Não parece razoável reduzir a desigualdade social brasileira ao critério econômico - afirmou.
- Quando o negro se tornar visível nas altas esferas sociedade, política compensatória alguma será necessária. As cotas não ferem o critério do mérito. Os concorrentes às vagas de cotista devem passar por uma nota de corte, de forma que está presente também o critério do mérito - concluiu Rosa Weber.
Cármen Lúcia: Ações afirmativas são um processo
A terceira a votar na sessão desta quinta, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a melhor opção não seria a adoção de políticas afirmativas, mas sim a igualdade de todos em uma sociedade. Ela votou a favor das cotas.
- Para ser igual e livre é preciso respeitar as diferenças, mas não fazer das diferenças algo que possa ferir nossa dignidade. As ações afirmativas não são as melhores opções, a melhor opção é uma sociedade com todo mundo livre para ser o que quiser. Isso é um processo, uma etapa, uma necessidade em uma sociedade onde isso não aconteceu naturalmente. Me parece que as políticas compensatórias devem ser acompanhadas de outras. Na minha experiência de professora, aqueles que tiveram essa oportunidade delas se valeram -afirmou em seu voto.
“É natural que ações afirmativas atraiam resistência”, diz Joaquim Barbosa
Único ministro negro da Corte, Joaquim Barbosa, votou a favor das cotas. Ele apontou que a contrariedade dos grupos que se beneficiam da discriminação às cotas é natural, e disse que nações desenvolvidas devem ter políticas inclusivas.
- Aos esforços de uns em prol da concretização da igualdade que contraponham os interesses de outros na manutenção do status quo, é natural que as ações afirmativas sofram o influxo dessas forças contrapostas e atraiam resistência da parte daqueles que historicamente se beneficiam da discriminação de que são vítimas os grupos minoritários.
Para Cézar Peluso, as pessoas dependem de oportunidades
O ministro Cézar Peluso também votou a favor das cotas. Para ele, as pessoas devem ter oportunidades, que serão importantes na construção de quem elas serão no futuro.
- O que as pessoas são e fazem dependem das oportunidades e das experiências que elas tiveram para se constituir como pessoa.(avaliar pelo ) mérito é justo apenas em relação aos candidatos que tiveram a mesma oportunidade, não é possível usar o mesmo critério para quem no passado não teve as mesmas oportunidades.
Segundo Gilmar Mendes, o modelo da UnB tem virtudes e defeitos
Mesmo seguindo o voto do relator, o ministro Gilmar Mendes alertou para uma eventual futura inconstitucionalidade do modelo da UnB (Universidade de Brasília), que não leva em conta, por exemplo, critérios sociais.
- Tenho muitas dúvidas em relação ao critério puramente racial. Aqui, não se contempla, permite-se uma possível distorção. Essa distorção precisa ser realmente enfocada. O modelo da UnB padece desse vício, podendo gerar distorções e perversões. Esse é um modelo que está sendo experimentado, cujas distorções vão se revelando no seu fazimento, e que reclama aperfeiçoamento.
Marco Aurélio Mello é o oitavo voto a favor
O oitavo ministro a votar, Marco Aurélio Mello afirmou que como há diferença social entre negros e brancos na sociedade, é possível apontar quem deve ser favorecido pelas cotas.
- Falta a percepção de que não se pode falar em Constituição Federal sem levar em conta acima de tudo a igualdade. Precisamos saldar essa dívida, do tocante a alcançar-se a igualdade. As autoridades públicas vão se pautar por critérios razoavelmente objetivos (para definir os beneficiados pelas cotas). Se somos capazes de produzir estatísticas sobre a posição do negro na sociedade e se é evidente a situação (desfavorável) do negro no mercado de trabalho, e não podemos negar isso, parece possível indicar aqueles que devem ser favorecidos pela política inclusiva.
Ações afirmativas protegem igualdade de discriminação, diz Celso de Mello
O ministro Celso de Mello, que votou a favor das cotas, destacou que a adoção desse instrumento é uma forma compensatória para garantir o direito à igualdade.
- Os deveres que emanam desses instrumentos (cotas) impõem a execução responsável e consequente dos compromissos assumidos em relação a todas as pessoas, mas principalmente aos grupos vulneráveis, que sofrem a perversidade da discriminação em razão de sua origem étnica ou racial. As ações afirmativas são instrumentos compensatórios para concretizar o direito da pessoa de ter sua igualdade protegida contra práticas de discriminação étnico-racial. Uma sociedade que tolera práticas discriminatórias não pode qualificar-se como democrática - disse.
Ayres Britto: Igualdade é valor constitucional para proteger os desfavorecidos
O último a votar, o ministro Carlos Ayres Britto, destacpu em seu voto que é preciso proteger os desfavorecidos, buscando o valor constitucional da igualdade para todos.
- Quem não sofre preconceito pela cor da pele já leva uma imensa vantagem, já é beneficiário, não desfruta de uma situação desfavorecida imbricada a outros. Aquele que sofre preconceito racial internaliza a ideia inconscientemente de que a sociedade o vê como um desigual por baixo. A igualdade só foi proclamada como valor constitucional para proteger os desfavorecidos. Os brancos, em matéria de discriminação, nunca precisaram de Constituição. Os heterossexuais nunca precisaram de Constituição.
O ministro afirmou que o preconceituoso é um “aproveitador”, que tira proveito do preconceito:
- O preconceituoso não é só um obtuso do ponto de vista lógico, ele é um obscuro do ponto de vista do crescimento interior, da solidariedade humana, da espiritualidade. Ele é um hedonista, um utilitarista um aproveitador. Ele tira vantagem econômica e social do preconceito. Por isso, o preconceito se mantém durante tanto tempo. É preciso que haja um plus da política pública promocional. É preciso que haja uma política pública diferenciada no âmbito das próprias políticas públicas. Não basta proteger. É preciso promover, elevar, fazer com que os segmentos ascenda.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/supremo-decide-com-unanimidade-favor-das-cotas-raciais-4744152#ixzz1tfea0oCt 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

As Cotas são Constitucionais!!!


Viva, viva !!! 
     Cotas em Universidades Federais 
            Todos os ministros votaram a favor!!!

                   “Ações afirmativas se definem como políticas públicas voltadas a concretização do princípios constitucional da igualdade material a neutralização dos efeitos perversos da discriminação racial, de gênero, de idade, de origem. [...] Essas medidas visam a combater não somente manifestações flagrantes de discriminação, mas a discriminação de fato, que é a absolutamente enraizada na sociedade e, de tão enraizada, as pessoas não a percebem."     
26/04/2012 20h17 - Atualizado em 26/04/2012 20h26
Veja frases marcantes do julgamento sobre cotas raciais no Supremo
STF decidiu por unanimidade que é constitucional reservar vaga para negro.
Supremo julgou ação do DEM que questionou sistema de cotas da UnB.
Do G1, em Brasília
63 comentários
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que é constitucional a adoção de políticas de cotas raciais em instituições de ensino. Dos onze ministros do tribunal, somente Dias Toffoli não participou do julgamento porque elaborou parecer a favor das cotas quando era advogado-geral da União.
A ação julgada, protocolada pelo DEM, questionou o sistema de cotas raciais na UnB, com reserva de 20% das vagas do vestibular exclusivamente para negros e vagas para índios independentemente de vestibular. Outras duas ações na pauta do STF, que não começaram a ser analisadas, abordam cotas raciais combinadas com o critério de o estudante vir de escola pública. Elas devem ser analisadas na semana que vem, segundo o presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto.
Veja abaixo frases dos ministros durante o julgamento.
O ministro Ricardo Lewandowski, relator de ações que contestam o sistema de cotas nas universidades (Foto:  Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
Ricardo Lewandowski, relator
Votou a favor das cotas raciais
"Justiça social mais que simplesmente distribuir riquezas significa distinguir, reconhecer e incorporar valores. Esse modelo de pensar revela a insuficiência da utilização exclusiva dos critérios sociais ou de baixa renda para promover inclusão, mostrando a necessidade de incorporar critérios étnicos."

Ministro Luiz Fux STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)
Luiz Fux, ministro do STF
Votou a favor das cotas raciais
"A opressão racial dos anos da sociedade escravocrata brasileira deixou cicatrizes que se refletem na diferenciação dos afrodescendentes. [...] A injustiça do sistema é absolutamente intolerável."

Ministra Rosa Weber STF (Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF)
Rosa Weber, ministra do STF
Votou a favor das cotas raciais
"Se os negros não chegam à universidade por óbvio não compartilham com igualdade de condições das mesmas chances dos brancos. Se a quantidade de brancos e negros fosse equilibrada poderia se dizer que o fator cor não é relevante. Não parece razoável reduzir a desigualdade social brasileira ao critério econômico."

Cármen Lúcia (Foto: Imprensa / STF)
Cármen Lúcia, ministra do STF
Votou a favor das cotas raciais
"As ações afirmativas não são as melhores opções. A melhor opção é ter uma sociedade na qual todo mundo seja livre par ser o que quiser. Isso [cota] é uma etapa, um processo, uma necessidade em uma sociedade onde isso não aconteceu naturalmente."

Joaquim Barbosa (Foto: Imprensa / STF)
Joaquim Barbosa, ministro do STF
Votou a favor das cotas raciais
“Ações afirmativas se definem como políticas públicas voltadas a concretização do princípios constitucional da igualdade material a neutralização dos efeitos perversos da discriminação racial, de gênero, de idade, de origem. [...] Essas medidas visam a combater não somente manifestações flagrantes de discriminação, mas a discriminação de fato, que é a absolutamente enraizada na sociedade e, de tão enraizada, as pessoas não a percebem."

Cezar Peluso (Foto: Imprensa / STF)
Cezar Peluso, ministro do STF
Votou a favor das cotas raciais
"Não posso deixar de concordar com o relator que a ideia [cota racial] é adequada, necessária, tem peso suficiente para justificar as restrições que traz a certos direitos de outras etnias. Mas é um experimento que o Estado brasileiro está fazendo e que pode ser controlado e aperfeiçoado."

Gilmar Mendes (Foto: Imprensa / STF)
Gilmar Mendes, ministro do STF
Votou a favor das cotas raciais, mas destacou que o ideal é um sistema de cota social
"Seria mais razoável adotar-se um critério objetivo de referência de índole sócio-econômica. Todos podemos imaginar as distorções eventualmente involuntárias e eventuais de caráter voluntário a partir desse tribunal que opera com quase nenhuma transparência. Se conferiu a um grupo de iluminados esse poder que ninguém quer ter de dizer quem é branco e quem é negro em uma sociedade altamente miscigenada."

Marco Aurélio Mello (Foto: Imprensa / STF)
Marco Aurélio Mello, ministro do STF
Votou a favor das cotas raciais
"Falta a percepção de que não se pode falar em Constituição Federal sem levar em conta acima de tudo a igualdade. Precisamos saldar essa dívida, no tocante a alcançar-se a igualdade."

Ministro Celso de Mello STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)
Celso de Mello, ministro do STF
Votou a favor das cotas raciais
"Os deveres que emanam desses instrumentos [compromissos internacionais assumidos pelo Brasil] impõem a execução responsável e consequente dos compromissos assumidos em relação a todas as pessoas, mas principalmente aos grupos vulneráveis, que sofrem a perversidade da discriminação em razão de sua origem étnica ou racial."

Carlos Ayres Britto (Foto: Nelson Jr. / STF)
Ayres Britto, presidente do STF
Votou a favor das cotas raciais
"É preciso que haja um plus da política pública promocional. É preciso que haja uma política pública diferenciada no âmbito das próprias políticas públicas. Não basta proteger. É preciso promover, elevar, fazer com que os segmentos ascendam."

Veja frases de outros juristas durante o julgamento.
Roberta Kauffman, advogada do DEM, autor da ação que questionava as cotas
Sustentou posição contrária às cotas raciais
"A imposição de um modelo de estado racializado, por óbvio, traz consequências perversas para formação da identidade de uma nação. [...] Não existe racismo bom. Não existe racismo politicamente correto. Todo o racismo é perverso e precisa ser evitado."

Indira Quaresma, advogada da UnB
Sustentou posição favorável às cotas raciais
“A UnB tira-nos, nós negros, dos campos de concentração da exclusão e coloca-nos nas universidades. [...] Sistema de cotas é belo, necessário, distributivo, pois objetiva repartir no presente a possibilidade de um futuro melhor."

Luís Inácio Adams, advogado-geral da União
Se manifestou favoravelmente às cotas raciais
"Existe uma realidade social que reproduz uma realidade de discriminação. Não é uma realidade institucionalizada. Não existe uma lei que proíba a ascenção social do negro no país, mas existe uma realidade que se reproduz há séculos numa conveniente permanente extratificação social em que aparece o componente racial."

Juliana Ferreira Correa, representante do Movimento Pardo-mestiço
Se manifestou contra cotas raciais
"Não podemos simplesmente considerar pardos e negros como iguais, ou que o pardo está inserido na categoria negra. Fazer tal afirmação é também racismo."

Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo Lula e advogado da Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes
Se manifestou favoravelmente às cotas raciais
"Estamos vivendo um momento histórico de trazer o negro para viver neste amparo das ações afirmativas consistentes nessas cotas, que há mais de 10 anos melhoram as cores dos álbuns de formaturas, que deixam de ser apenas brancos."

Déborah Duprat, vice-procuradora-geral da República
Se manifestou favoravelmente às cotas raciais
"Cotas com recorte étnico e racial tem o propósito de promover a diversidade étnica na academia e não resolver o problema social. [...] A missão que a universidade elege é que vai determinar os méritos para a admissão. Se a universidade elege como missão promover a diversidade é esse o critério a ser medido. É essa capacidade a ser analisada. A Constituição não prega o mérito acadêmico como único critério."

OAS COTAS DA UNB FORAM APROVADAS PELO SUPREMO

 GLOBO
AÇÕES AFIRMATIVAS

Por unanimidade, STF decidiu que reserva de vagas em vestibulares para negros e pardos é constitucional. Os ministros julgavam o caso específico da UnB, que adotou em 2004 cota de 20% para afrodescendentes


O Dia

STF aprova cotas raciais em universidades por unanimidade

Brasília -  Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quinta-feira, por unanimidade, que a reserva de vagas em universidades públicas com base no sistema de cotas raciais é constitucional. Durante dois dias de julgamento, os ministros analisaram a ação ajuizada pelo partido Democratas (DEM), em 2009, contra esse sistema na Universidade de Brasília (UnB).
O último ministro a se manifestar, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, disse que a política compensatória é justificada pela Constituição. Para ele, os erros de uma geração podem ser revistos pela geração seguinte.
“O preconceito é histórico. Quem não sofre preconceito de cor já leva uma enormevantagem, significa desfrutar de uma situação favorecida negada a outros”, explicou Britto.
Nove ministros acompanharam o voto do relator, Ricardo Lewandowski. O ministro Antônio Dias Toffoli se declarou impedido de votar, porque quando era advogado-geral da União posicionou-se a favor da reserva de vagas. Por isso, dos 11 ministros do STF, somente dez participam do julgamento.
Para o ministro Celso de Mello, as ações afirmativas estão em conformidade com a Constituição e com as declarações internacionais às quais o Brasil aderiu. De acordo com a ministra Cármen Lúcia, as políticas compensatórias garantem a possibilidade de que todos se sintam iguais.
“As ações afirmativas não são as melhores opções. A melhor opção é ter uma sociedadena qual todo mundo seja livre par ser o que quiser. Isso é uma etapa, um processo, uma necessidade em uma sociedade onde isso não aconteceu naturalmente”, disse a ministra.
Gilmar Mendes fez ressalvas sobre o modelo adotado pela Universidade de Brasília (UnB). Para ele, é necessária a revisão desse modelo, pois ele pode tender à inconstitucionalidade posteriormente.
“Todos podemos imaginar as distorções eventualmente involuntárias e eventuais de caráter voluntário a partir desse tribunal [racial da UnB], que opera com quase nenhuma transparência”, argumentou Mendes.
Para o DEM, esse tipo de política de ação afirmativa viola diversos preceitos fundamentais garantidos na Constituição. O partido justificou que vão ocorrer "danos irreparáveis se a matrícula se basear em cotas raciais, a partir de critérios dissimulados, inconstitucionais e pretensiosos", pois fica caracterizada "ofensa aos estudantes preteridos".
A UnB foi a primeira universidade federal a instituir o sistema de cotas, em junho de 2004. Atos administrativos e normativos determinaram a reserva de 20% do total das vagas oferecidas pela instituição a candidatos negros (entre pretos e pardos).
A ação afirmativa faz parte do Plano de Metas para Integração Social, Étnica e Racial da UnB e foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. No primeiro vestibular, o sistema de cotas foi responsável pela aprovação de 18,6% dos candidatos. A eles, foram destinados 20% do total de vagas de cada curso oferecido. A comissão que implementou as cotas para negros foi a mesma que firmou o convênio entre a UnB e a Fundação Nacional do Índio (Funai), de 12 de março de 2004.
Durante o julgamento, dois índios foram expulsos do plenário da Corte por atrapalhar a sessão durante o voto do ministro Luiz Fux. Os índios Araju Sepeti Guarani e Carlos Pankararu, que iniciaram a manifestação, foram imobilizados e retirados à força por um grupo de seguranças do Tribunal. Os índios criticaram o fato de só o sistema de cotas raciais estar em julgamento.
As informações são da Agência Brasil

Cotas raciais no ensino superior: quem estuda, aprova!!!!


Cotas raciais no ensino superior: quem estuda, aprova!!!!

O relator do processo no STF, ministro Ricardo Lewandowsk (parecer anexo) estudou e aprova!!
O plenário do Supremo Tribunal Federal estudou e aprova, por unanimidade!!
O Ministério Público estudou, e aprova!
A Advocacia Geral da União estudou, e aprova!
A Defensoria Pública Geral da União estudou, e aprova!
A OAB estudou, e aprova!

O ANDES-Sindicato Nacional estudou, e aprova!

E você, já estudou?

Paulo Vinicius Baptista da Silva
GT Educação e Relações Raciais da ANPED - Vice-Coordenador
Programa de Pós-Graduação em Educação - Coordenador
Universidade Federal do Paraná
Rua Gal Carneiro, 460 1º andar
Curitiba  PR - Brasil
80060150






quarta-feira, 11 de abril de 2012

O HOMEM É UM ANIMAL SOCIAL - O PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO

1º ANO:

Prof. Helio Ventura
Disciplina: Sociologia

O HOMEM É UM ANIMAL SOCIAL

Lendas e mitos relatam histórias de heróis que, mesmo crescendo no isolamento, tornam-se humanos – Rômulo e Remo, Tarzan, Mogli –, apresentando comportamentos compatíveis com os demais seres humanos. Entretanto, para se tornar humano, o homem tem de aprender com seus semelhantes uma série de atitudes que jamais poderia desenvolver no isolamento. Já entre as outras espécies de animais, uma cria, mesmo separada do seu grupo de origem, apresentará, com o tempo, as mesmas atitudes de seus semelhantes, na medida em que estas decorrem, sobretudo, de sua bagagem genética e se desenvolvem de forma espontânea.

O cienasta alemão Werner Herzog trata justamente desse tema em seu filme O enigma de Kaspar Hauser, de 1974. Baseado no livro do austríaco Jacob Wassermann, ele mostra como um homem criado longe de outros seres de sua espécie é incapaz de se humanizar, não conseguindo desenvolver aptidões e reações que lhe dêem identidade e possibilidade de interagir satisfatoriamente com seus semelhantes.

Portanto, para que um bebê humano se transforme em um homem propriamente dito, viver e se reproduzir como tal, é necessário um longo aprendizado, em que as gerações mais velhas transmitem às mais novas suas experiências e conhecimentos. Essa característica da humanidade dependeu, entretanto, da nossa capacidade de criar símbolos que constituem as linguagens, por meio das quais somos capazes de nos comunicar, transmitindo aos outros o legado de nossa experiência de vida, compartilhando os sentidos que a ela atribuímos.

Dessa forma, o homem, transmite suas experiências e visões de mundo utilizando a comunicação, estabelecendo-se uma íntima identidade entre linguagem, experiência e realidade, que é a base do imaginário e do conhecimento humano.

Fonte: COSTA, Maria Cristina Castilho. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2005.

O processo de socialização

Um ser humano é um ser social que não tem a mínima capacidade de viver isoladamente, longe de outros indivíduos, mas sim precisa conviver com maior quantidade de outros humanos. Pois nós seres humanos temos necessidades de satisfação: há necessidades de amor, necessidades de segurança, pois todas as pessoas procuram um modo de vida segura e estável, necessidades fisiológicas, necessidades de estética, de beleza, religião, e para formar sua própria personalidade e visão do mundo.

Compreender a perspectiva sociológica acerca do ser humano é compreender também como o ser humano é socializado. Para que a sociedade funcione sem graves conflitos, o ser humano tem de ser socializado. Socialização é o processo pelo qual a sociedade ou comunidade ou grupo social ensina a seus membros seus costumes e regras.

A princípio, quando o ser humano nasce, ele é apenas um ser vivo existente, sem nenhuma cultura. A principal socialização se dá exatamente na primeira infância, por meio da família e da escola. É o que podemos chamar de socialização primária. Ela ocorre por meio dos “outros significativos”, que são todas as pessoas muito importantes em nossa vida e dos quais dependemos, como nossos pais, irmãos mais velhos e amigos íntimos.
A socialização secundária se dá num âmbito maior, por meio de todas as interações que travamos durante a vida. Por meio da socialização adquirimos o “direito” de atuarmos no grupo social em questão. É por meio da socialização que vamos adquirindo o nosso Eu, isto é, nossa identidade. É na infância que o processo de socialização é mais evidente. Porém, conseqüentemente através dos contatos com os indivíduos dos grupos a que pertence, o ser humano mescla, adapta seu conhecimento ao comportamento e regras impostas pela sociedade que vive.

É interessante notarmos que a criança descobre quem ela é quando descobre o que a sociedade é, ou seja, a sociedade e o Eu são o verso e o reverso de uma mesma realidade. Na medida em que os outros significativos vão dizendo para as crianças como elas devem agir, o que devem pensar, o que é o certo e o que é errado, ela vai aprendendo a agir em sua sociedade porque vai descobrindo como é sua sociedade. Os outros significativos vão se tornando o que, em sociologia, denominamos de “outros generalizados”, isto é, a sociedade. Por meio do processo de socialização as estruturas da sociedade tornam-se as estruturas de nossa mente.

E as crianças vão, ao mesmo tempo, criando uma identidade, aprendendo a usar os símbolos (linguagem) e aprendendo os seus papéis sociais. Podemos afirmar que a “natureza” humana não surge no momento do nascimento. Os homens adquirem uma “natureza” ou uma identidade por meio de suas associações e podem perdê-la (ou ela declina) quando se encontram isolados ou em ambientes diferentes do qual estão acostumados. Ou seja, podemos perder nossa identidade se ela não for, conforme a idéia de reciprocidade, reforçada e atualizada pelos outros de nosso grupo social.

O processo de socialização nunca é completo e perfeito. Se assim o fosse seríamos robôs, verdadeiros autômatos. E ninguém é capaz de ser socializado em todos os aspectos de sua sociedade. Imaginem em nossa sociedade complexa, urbana e industrializada: para a socialização ser completa teríamos que aprender tudo, vivenciar tudo, participar de tudo. Impossível. Ao mesmo tempo a socialização nunca termina. Estamos sempre sendo socializados. A cada vez que ingressamos em um novo grupo social, nesse momento se inicia um novo processo de socialização onde aprendemos os códigos para bem atuarmos nesse grupo social.
Obviamente, existem algumas determinações genéticas, uma psiquê humana e outros fatores de influência tratados por outras ciências. Mas, para o pensamento sociológico, o principal fator de formação da identidade e personalidade de um indivíduo é sua socialização.

O processo de socialização é hoje promovido essencialmente pelo Estado. Tem ainda a colaboração de outras instituições que lhe são mais ou menos independentes. Mas também tem a participação de grupos formais e informais e da família.
Há uma idéia generalizada que o Estado tem um papel imprescindível neste processo. A família carece de tempo disponível, os grupos de credibilidade e abrangência e as outras instituições tiveram resultados desastrosos. A entrega deste processo a credos religiosos, a partidos políticos, a estruturas monolíticas e dogmáticas deu origem a exageros e desvios. O que hoje acontece, como reação a esta situação, é a sua deposição nas mãos do Estado.

Efetivamente o Estado tem ou pode assumir muitas das características que lhe permitem ser o principal mentor do processo de socialização. Mas como organização humana que é está longe da qualquer pretensa perfeição. O Estado moderno, laico e “democrático”, como o conhecemos, existe e com intermitências há somente cerca de dois séculos e vai permitindo articular satisfatoriamente a relação do homem com os seus semelhantes individuais, com os grupos e com a humanidade, mas só desde que todos (ou ao menos a maioria) partilhem os mesmos valores básicos.

Para interagir com o grupo de referência o individuo deverá aprender os valores, a regras sociais, consideradas corretas pelo grupo, e os padrões de comportamento do grupo. Assim, quando um indivíduo passa ter patrimônio cultural relativo a determinado grupos social, ele estará conseqüentemente potencializado para interagir com este grupo. Quando o indivíduo assimila esses efeitos ele já esta pertencendo a este grupo.
Enquanto o indivíduo viver ele estará interagindo com a sociedade e cada vez mais aprimorando o seu sistema de socializar-se de forma correta.

Trabalho de Sociologia 1º Ano 1º Bimestre


1º Ano:

Trabalho de Sociologia: 1º Bimestre

A Alegoria da Caverna

A Alegoria da Caverna é o texto mais conhecido de Platão, que levanta muitas questões sobre a realidade e o conhecimento.

Na história, dois homens prisioneiros estão acorrentados numa caverna, virados de costas para a abertura, por onde entra a luz solar. Eles sempre viveram ali, nesta posição. Conheciam os animais e as plantas somente pelas suas sombras projetadas nas paredes. Um dia, um dos homens consegue se soltar, e vai para fora da caverna. Fica encantado com a realidade, percebendo que foi iludido completamente pelos seus sentidos dentro da caverna. Agora ele estava diante das coisas em si, e não suas sombras. Diante do conhecimento. Retornou para a caverna, e contou para o companheiro o que havia visto. Ele não acreditou, e preferiu continuar na caverna, vendo e acreditando que o mundo é feito de sombras. Para Platão, as coisas que nos chegam através dos sentidos (tato, visão, audição, etc), são apenas as sombras das idéias. Quem estiver preso ao conhecimento das coisas sensíveis apenas não poderá alcançar o mundo das idéias, ficando como o prisioneiro.

Explique os conceitos de alienação, senso comum, bom senso e conhecimento científico e faça associações entre estes conceitos e a “Alegoria da Caverna” de Platão.

Obs.: Em grupo de até 4 (quatro) componentes. Manuscrito. Em folha de papel almaço. Se pesquisar, não esquecer a bibliografia e utilizar no mínimo três fontes diferentes. Prestar atenção no que está sendo pedido para fazer corretamente.

Trabalho de Sociologia 2º ANO 1º Bimestre


2º Ano:

Trabalho de Sociologia: 1º Bimestre

O Analfabeto Político (Bertolt Brecht)

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

Tendo por base o célebre texto “O Analfabeto Político” de Bertold Brecht, analise a importância da participação política e da cidadania plena para os cidadãos. Quais os caminhos para nos conscientizarmos de nossos direitos. O que podemos fazer para atuar mais ativamente?

Obs.: Em grupo de até 4 (quatro) componentes. Manuscrito. Em folha de papel almaço. Se pesquisar, não esquecer a bibliografia e utilizar no mínimo três fontes diferentes. Prestar atenção no que está sendo pedido para fazer corretamente.